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Ateísmo = (Sofisma + Altivez) – Parte III

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Para quem quiser saber o que significam as variáveis, sofisma e Altivez, basta ler os posts Parte I e Parte II do mesmo assunto.

Falarei sobre um dos argumentos mais inocentes do Ateísmo:

Os teístas são maus.

Esse argumento ateísta diz que os teístas produziram incontáveis guerras, inquisições, e outros tipos de tormentos e como isso eles concluem que a crença em Deus deve ser rejeitada.

Vamos ao Sofisma?

Esse é um apelo emocional que diz que teísmo leva a atrocidades; logo ele deve ser considerado falso. Mas isso é uma inverdade. O teísmo leva a atrocidades porque pessoas são capazes do cometer atrocidades, independentemente de acreditar ou não em Deus. Se for seguir essa linha, a ciência levou à criação da bomba atômica, bem como à incontáveis outras coisas capazes de destruir cidades, populações, milhares de vidas.

Quem fez isso? Cientistas Teístas e Ateístas. Se formos seguir a linha de pensamentos acima, a ciência, têm causado grandes dores e sofrimentos às pessoas ao longo da história. Deveríamos rejeitar a ciência? Creio eu que não!

Vamos a Altivez?

Mesmo que o argumento acima, de que os teístas são maus, fosse verdadeiro (e não é), isso mais uma vez não afetaria em nada a questão da existência de Deus, apenas pode se concluir que o ser humano é mau e por si só é capaz de criar e realizar maldades.

A revista Veja de 13/7/2013 publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular.

Uma das perguntas feitas a ele foi a seguinte:

Por que o senhor deixou de ser ateu?

Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu.

Sou basicamente pessimista, cético, descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la.

Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.

FONTE: Revista VEJA

Acredito que isso não passe de algaravias para os pregadores de sofismas!

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