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Justos? Ou Loucos? A mania de atribuir culpa as vítimas.

Exemplos:

  • “É claro que o cara que estuprou é o culpado, mas as mulheres também ficam andando na rua de saia curta e em hora errada!”.
  • “O hacker que roubou as fotos dessas celebridades nuas está errado, mas ninguém mandou tirar as fotos!”.
  • “Se você trabalhar duro vai ser bem-sucedido, não importa quem você seja. Quem morreu pobre é porque não se esforçou o bastante.”

Você já se viu falando isso? E por acaso você sabe o que essas afirmações têm em comum?

Sempre me espantei  com as pessoas  e suas diversas formas de tentar se enganar em relação à ideia que têm de si mesmos, quase sempre para proteger sua autoestima ou simplesmente para saciar sua vontade de estar certo.

Não sou psicólogo nem um estudioso da mente, mas percebo que nosso cérebro, não nos engana somente em relação a como vemos a nós mesmos, mas também temos  tendência de nos iludir em relação aos outros, e à vida em geral.

Dá para entender por que acabamos pensando assim: viver em um mundo injusto e imprevisível é meio assustador e queremos nos sentir seguros e no controle.

O problema é que crer em frases como as citadas acima pode nos levar a ainda mais injustiças, como por exemplo, julgar que pessoas pobres ou viciadas em drogas são vagabundas e têm mais é que se ferrar, ou que mulher  que usa roupa curta merece ser maltratada ou ainda quem sabe que meninas que foram a bailes e são já mãe desde cedo procuraram a morte. Todas essas crenças são pura falácia, porque partem do princípio de que o sistema em que vivemos é justo e cada um tem exatamente o que merece e sabemos que não é bem assim.

Um forte exemplo de que tendemos a culpabilização das vítimas é que, embora os estupros raramente tenham qualquer coisa a ver com o comportamento ou vestimenta da vítima e sejam normalmente cometidos por um conhecido e não por um estranho numa rua deserta, a maioria das campanhas de conscientização são voltadas para as mulheres, não para os homens trazendo uma absurda mensagem de “não faça algo que poderia levá-la a ser violentada”. Bullying , estupro, etc,  nunca são justificáveis.

A falácia do mundo justo se mostra cada vez mais perversa.  Então meu caro amigo, que por acaso entrou no meu blog e perdeu seu tempo lendo minhas algaravias, toda vez que você pensar em falar coisas do tipo – O estuprador está errado, é claro, mas…-   pegue esse maldito “mas” e engula. O que vem depois do “mas” é quase sempre fruto de uma tendência a ver o mundo de uma forma erronia e distorcida. Com esse “mas” o mundo não irá parecer menos injusto.

 

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Ateísmo = (Sofisma + Altivez) – Parte IV – Onde está Deus?

Para quem quiser saber o que significam as variáveis, sofisma e Altivez, basta ler os posts Parte I e Parte II do mesmo assunto.

Onde está Deus?

Essa é uma das perguntas prediletas dos Ateus, mas também é uma das mais infantis.

Esse argumento sugere que Deus não pode ser encontrado em lugar nenhum do universo. Diz também que Deus não tem tamanho nem massa. Basicamente diz que, por Deus não ser algo físico, ele não pode existir.

Vamos ao Sofisma?

Vejamos alguns sentimentos como amor, ódio e compaixão, eles não podem ser medidos.

A lógica é outra coisa que não pode ser medida, não tem peso e principalmente não é encontrada em lugar algum do universo. Por a lógica não ter tamanho ou massa ela não pode existir? Creio que não.

Amigos o argumento se baseia simplesmente no materialismo, isto é, o ponto de vista metafísico. Quer dizer que apenas os objetos físicos existem realmente.

Eu até entendo, um pouco os materialistas e não acho nada de mais e não há nenhuma razão pela qual o materialismo deva ser considerável falso.

Mas é um argumento de pura altivez!

É ingênuo usar isso contra o teísmo, já que os próprios teístas obviamente não aceitam o materialismo como verdadeiro.

A fim de que a proposição acima fizesse sentido, o ateísta teriam primeiro que provar que é o materialismo que está com a razão e isso é algo essencialmente impossível, já que como falei antes, sentimentos existem e não podem ser tidos como matéria(sem contar com a luz, etc).

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Ateísmo = (Sofisma + Altivez) – Parte III

Para quem quiser saber o que significam as variáveis, sofisma e Altivez, basta ler os posts Parte I e Parte II do mesmo assunto.

Falarei sobre um dos argumentos mais inocentes do Ateísmo:

Os teístas são maus.

Esse argumento ateísta diz que os teístas produziram incontáveis guerras, inquisições, e outros tipos de tormentos e como isso eles concluem que a crença em Deus deve ser rejeitada.

Vamos ao Sofisma?

Esse é um apelo emocional que diz que teísmo leva a atrocidades; logo ele deve ser considerado falso. Mas isso é uma inverdade. O teísmo leva a atrocidades porque pessoas são capazes do cometer atrocidades, independentemente de acreditar ou não em Deus. Se for seguir essa linha, a ciência levou à criação da bomba atômica, bem como à incontáveis outras coisas capazes de destruir cidades, populações, milhares de vidas.

Quem fez isso? Cientistas Teístas e Ateístas. Se formos seguir a linha de pensamentos acima, a ciência, têm causado grandes dores e sofrimentos às pessoas ao longo da história. Deveríamos rejeitar a ciência? Creio eu que não!

Vamos a Altivez?

Mesmo que o argumento acima, de que os teístas são maus, fosse verdadeiro (e não é), isso mais uma vez não afetaria em nada a questão da existência de Deus, apenas pode se concluir que o ser humano é mau e por si só é capaz de criar e realizar maldades.

A revista Veja de 13/7/2013 publicou entrevista interessante com o filósofo Luiz Felipe Pondé, de 52 anos. Responsável por uma coluna semanal na Folha de S. Paulo e autor de livros, Pondé costuma criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares. Professor da Faap e da PUC, em São Paulo, o filósofo também é estudioso de teologia e considera o ateísmo filosoficamente raso, mas não é seguidor de nenhuma religião em particular.

Uma das perguntas feitas a ele foi a seguinte:

Por que o senhor deixou de ser ateu?

Comecei a achar o ateísmo aborrecido, do ponto de vista filosófico. A hipótese de Deus bíblico, na qual estamos ligados a um enredo e um drama morais muito maiores do que o átomo, me atraiu.

Sou basicamente pessimista, cético, descrente, quase na fronteira da melancolia. Mas tenho sorte sem merecê-la.

Percebo uma certa beleza, uma certa misericórdia no mundo, que não consigo deduzir a partir dos seres humanos, tampouco de mim mesmo. Tenho a clara sensação de que às vezes acontecem milagres. Só encontro isso na tradição teológica.

FONTE: Revista VEJA

Acredito que isso não passe de algaravias para os pregadores de sofismas!

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Ateísmo = (Sofisma + Altivez) – Parte II

O teísmo é anticientífico

Explicando novamente as variáveis da equação:

Sofisma é uma mentira, propositalmente maquiada por argumentos verdadeiros, para que possa parecer real.

Altivez é atitude de arrogância; de intolerância, soberba. Amor próprio, superioridade. Manifestação do orgulho ofendido; sobranceria; orgulho nobre; elevação;

Mas vamos voltar  ao argumento ateísta onde diz que o teísmo é anticientífico:

Esse argumento diz que a ciência descarta a possibilidade da existência de um Deus, pois Deus não pode ser visto, sentido nem observado seguindo a Teoria da ciência, da origem ou da natureza. Logo, crer  em Deus é anticientífico.

Vamos à altivez do argumento?

É bem direto nesse caso, sofisma puro!  A crença aqui é de que a ciência é fundamentalmente composta por ateus ou por si só é atéia, e,  consequêntemente o teísmo tem de ser considerado contra a ciência.

Os que apoiam esse ponto de vista são bem rápidos em acrescentar: “O teísmo é anticientífico, não passa de lixo supersticioso”. Os Teístas (pessoas que acreditam em Deus) não passam de ignorantes sem estudo que são enrolados.

Tadinhos dos contadores, economistas, matemáticos, engenheiros , químicos, biólogos  e filósofos teístas!  Muito burrinhos e sem informações! (Estou usando de sarcasmo).

Vamos ao sofisma do argumento?

Por acaso a ciência descarta que quando um jogador de futebol está entre o goleiro e o ultimo defensor do time adversário, ele está impedido?

Ora, não né?! Isso é totalmente anticientífico?  impedimento?  Coisa de doido? Seriam os torcedores de futebol apenas idiotas e supersticiosos?

A verdade é que a ciência não nega nem nunca negou a existência de Deus, mais do que nega as regras do futebol.

Deus, como qualquer regra de qualquer regra de esporte, é simplesmente uma ideia para a qual a ciência não é importante. Realmente todas as questões do “além” são, por sua própria natureza, inabordáveis pela ciência. Mas com toda a certeza a mesma não descarta a existência dessas coisas; ela apenas reconhece que elas não estão sujeitas à investigação científica.

A crença em Deus não é anticientífica, no sentido de que seja contrária à ciência, apenas mostra a limitação da mente humana…

Blaise Pascal, filósofo, matemático e físico francês do século XVII  criou uma aposta onde  postula que há mais a ser ganho pela suposição da existência de Deus do que pelo ateísmo, e que uma pessoa racional deveria pautar sua existência como se Deus existisse, mesmo que a veracidade da questão não possa ser conhecida de fato.

  • se você acredita em Deus e estiver certo, você terá um ganho infinito;
  • se você acredita em Deus e estiver errado, você terá uma perda finita;
  • se você não acredita em Deus e estiver certo, você terá um ganho finito;
  • se você não acredita em Deus e estiver errado, você terá uma perda infinita.
Deus existe (G) Deus não existe (¬G)
Acreditar (B) +∞ (ganho infinito) −1 (perda finita — 1 vida)
Não acreditar (¬B) −∞ (perda infinita) +1 (ganho finito — 1 vida)

 

Mas isso não passa de algaravias para os Altivos, que se acham os especiais!

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Entrevista da Dilma no Jornal Nacional